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Como o Cérebro Humano Absorve Conhecimentos

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ESB Professional/Shutterstock O cérebro humano tem uma capacidade surpreendente de aprendizado

O emaranhado de conhecimento guardado por nosso cére­bro é maior do que podemos conceber. Sabemos basicamente do que ele é capaz, mas as descobertas nesse campo não rara­mente surpreendem até mesmo as expectativas mais otimistas que mantínhamos sobre o seu funcionamento.

Por mais que as ciências tenham tentado nos libertar da sensação de que no fundo não fazemos muita ideia do que realmente se passa nas nossas cabeças, a verdade é que essa condição continua a nos acompanhar. E se ela é marcante no que tange aos detalhes do funcionamento do corpo humano, podemos acrescentar que uma boa dose de dúvidas nesse que­sito é algo que se tem de sobra quando se trata do cérebro e seus mecanismos.

Não por acaso, portanto, as mais interessantes lufadas de conhecimento e novas revelações quanto ao cérebro veem à tona justamente no contexto das formas de aprendizagem de que se vale nossa massa encefálica. Para aplacar nossa curiosidade, muito tem sido revelado nesse aspecto, o que certamente nos abre um imenso leque de possibilidades de expansão das nossas potencialidades de aprendizado e assimilação de conteúdo. E basta lembrar que essa é um quase meio caminho para a superinteligência.

Conhecimento, Aprendizagem e Memória

Cérebro

SpeedKingZ/Shutterstock A memória guarda todos os conhecimentos que o nosso cérebro absorve ao longo de nossa vida

Na teoria, a mecânica básica da aprendizagem é até bastante simples. Na prática, contudo, é que são elas. Em tese, quando em contato com algo novo, isto é, um saber, conhecimento ou informação qualquer que o cérebro ainda não domina, ele processa o elemento que chega como no­vidade e de imediato o encaminha para a área encarregada do armazenamento.

Essa espécie de almoxarifado mental, responsável por ca­talogar e arquivar tudo que é recém-chegado a casa é feito por ninguém menos do que a própria memória. A função tem uma importância mais do que notável e também por isso esse departamento cerebral é conhecido a ponto de lhe termos assim, de pronto, na ponta da língua. É sua velha conhecida, a memória.

A memória bem que tenta de imediato fazer o seu traba­lho. Mas é a aí que começam a surgir, digamos assim, alguns pontos de gargalo no funcionamento da sua mente. É que, para o seu bom funcionamento, o cérebro acabou desenvol­vendo filtros que o impedem de ocupar espaço demais ao memorizar conteúdos desnecessários. Não é apenas no seu escritório que o acúmulo de acervo inadequado faz surgir a necessidade de limpezas constantes para otimizar os espaços de armazenamento. Também dentro da sua cabeça há um efi­ciente plano de contenção de desperdícios e aproveitamento da capacidade instalada.

A seletividade na memória é algo que efetivamente existe e não é apenas uma coisa que apontamos nos outros quando acabam omitindo dados ou eventos que não lhes foram tão favoráveis. Sua função é listar o que deve e o que não deve ser cortado, com o complemento de reter o que realmente importa. Nesse sentido, entram em campo dois elementos, a memória temporal e outra mais definitiva.

Exercitando a Memória e o Cérebro

A primeira, como o nome não deixa margem para dúvidas, arquiva as informações para um uso imediato. É o que te per­mite reproduzir com riqueza de detalhes as falas do diálogo marcante que você acabou de ouvir naquele filme ou o que faz você reproduzir com convicção o número de telefone que con­sultou há cinco segundos. Já no que se refere à memória de longo prazo, o processo é mais complexo e não é sem esforço que algo adquire o status cerebral de poder ser arquivado de modo duradouro.

O xis da questão nesse quesito parece ser mesmo a capaci­dade de desenvolver a competência de influenciar decisivamente no que deve entrar para o seleto grupo de informações a serem mantidas. Afinal, todos nós temos um histórico de ter conseguido memorizar com tranquilidade o nome daquele personagem sem graça da novela, mesmo sem ter sequer chegado perto de guar­dar aquela fórmula que foi tão importante na prova em que você se deu mal.

Poder dizer, com base na nossa vontade imediata, o que deve e o que não deve ser armazenado é um daqueles sonhos que todos mantemos e esperamos realizar. A repetição é uma das maneiras pelas quais sabemos que a memorização duradoura opera. Quando se repete algo à exaustão, é certo que seu conteúdo fica lá facilmente acessível, e acaba entrando para o rol de coisas que são quase inesquecíveis. Parece ser pouco provável que você memorize o CEP do seu cliente cinco minutos após ele tê-lo dito.

Por outro lado, é de se assumir que você não tem dificuldades para se lembrar a qualquer tempo de uma sequência numérica ainda maior, desde que, claro, a sequência em questão seja o seu CPF. Há outras formas de se aperfeiçoar a memorização de longo prazo e o uso de múltiplas experiências é algo que sabemos ser impactante para o cérebro.

Pesquisas dão conta de que quando simplesmente lemos algo, o grau de armazenamento da informação gira em torno de mirrados 10% do que foi efe­tivamente transmitido. É difícil argumentar que não se trata de uma taxa de sucesso, para todos os efeitos, constrangedora, para dizer o mínimo.

Isso desloca o centro da questão para a multiplicidade de sentidos a serem experimentados a fim de se influenciar a memória e determinar de maneira mais acertada o que será ou não tratado com o selo de durabilidade que a memória concede.

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