Coaching Aplicado em Diferentes Fases de Carreira

Por: José Roberto Marques | Blog | 08 de janeiro de 2016

Jirsak/Depositphotos O processo de Coaching ajuda a potencializar os resultados em todas as fases da carreira do profissional

Você sabia que existem três momentos na carreira das pessoas? São eles: Ascensão; Estagnação e Mudança. No contexto do Coaching de Carreira se você é coach saiba que seu coachee estará sempre em uma dessas três fases, pois este ciclo se repete continuamente.

Para um coach de carreira ajudar seu cliente a conquistar grandes resultados em sua vida profissional é  necessário observar em qual dessas fases ele se encontra, para desafiá-lo, orientá-lo e treiná-lo da maneira adequada ao seu momentum de vida. Neste sentido, vamos conhecer cada fase e suas particularidades. Confira!

3 Fases da Carreira e Como o Coaching Atua em Cada uma Delas

Primeira fase: ASCENSÃO

Ascensão é uma das melhores fases que um profissional pode se encontrar, porém se ele não souber se comportar de forma proveitosa, os resultados poderão não ser os melhores. Nesse período, a pessoa costuma ter uma performance altamente positiva, com sentimentos de confiança, coragem, euforia, realização e empoderamento. O profissional encontra-se com a agenda cheia de projetos, sonhos e com muitos desafios pela frente.

Neste momento é importante que o coach, junto ao seu coachee, desenvolva um plano de ação, principalmente com foco e disciplina e que ofereça sustentação durante este período de crescimento profissional. Isso é muito importante para que esta boa fase seja aproveitada da melhor maneira possível.

Também é essencial para que o profissional faça Coaching visando atender suas demandas; gerenciar bem seu tempo; aprenda a lidar com o estresse; com as pressões externas; autocobranças; possa ser assertivo na tomada de decisões; manter o foco em seu plano/visão; cuidar de si mesmo e ter equilíbrio.

 Segunda fase: ESTAGNAÇÃO

Nesta fase, o profissional encontra-se em um estado interno desfavorável ao seu crescimento, tanto pessoal quanto na carreira. Sua performance é baixa ou negativa e os sentimentos que predominam são: a tristeza, raiva, solidão e falta de autoconfiança.

Diante deste contexto, o papel do coach é de oferecer estímulo e impulso, gerar ação, mapeamento e desenvolvimento de competências; auxiliar o coachee a estabelecer metas e alinhar seus valores a elas, como também identificar qualidades/talentos, estimular autoconfiança e criar em conjunto com o cliente sua visão de futuro, ou seja, novas metas e motivações.

As atividades que serão realizadas para que este estado seja alterado são: o estabelecimento de metas e de missão e visão; pois a criação de um plano de ascensão, fazer com que o cliente busque realizar novas atividades que melhorem sua autoestima e autoconfiança como, por exemplo, fazer esportes, caminhadas, corridas; busca de novo emprego/carreira, abertura de empreendimento, nova qualificação ou treinamento e aumentar sua rede de relacionamentos.

Terceira fase: MUDANÇA

A mudança na carreira é caracterizada por um período de reflexão e quietude ou por um período extremamente turbulento. Coach e coachee fazem uma revisão de carreira. O foco é a mudança para novo trabalho ou posição, volta à universidade (especialização, mestrado) ou melhorias. Dependendo do contexto, a performance do coachee pode ser positiva ou negativa, estando ele confiante ou inseguro, estável ou instável, flexível ou rígido.

O processo de mudança pode ser positivo quando o profissional deseja direções novas, após ter passado por um período difícil e se prepara para um possível desenvolvimento. Já se a mudança for algo doloroso para o coachee, podemos considerá-la negativa (por exemplo, deixar a família por um longo período por causa de um projeto importante).

Nesta fase, o papel do coach é de oferecer motivação, evolução contínua, revisão/desenvolvimento de crenças, valores e atitudes. Ele também irá auxiliar o coachee na busca de um sentido e estimular ação e visão.

Aqui podem ser usadas as mesmas estratégias do momentum estagnação, como a procura de novo emprego, nova qualificação ou treinamento, dedicação ao próprio negócio e fazer networking. Há também a necessidade de exploração interna, sustentação de mudança (follow-up ou acompanhamento) e avaliação/reavaliação de crenças/comportamentos.

Gostou do texto? Curta, comente e compartilhe!