A Teoria dos Sistemas e a Empresa Sistêmica

Por: José Roberto Marques | Blog | 05 de agosto de 2016
Teoria dos Sistemas

MaximP/Shutterstock A Teoria dos Sistemas ajuda a explcar quais são todos os componentes de uma empresa

Segundo a Teoria dos Sistemas, todos os seres vivos fazem parte de um organismo cuja dinâmica de conexões entre os vários componentes dessa rede fazem a vida surgir, por um complexo sistema de cognição. Diferente da concepção racionalista, que fragmenta a realidade em partes que supostamente compõem o todo; a teoria sistêmica vê o mundo como um processo e não como uma estrutura.

Nesta ótica, não existe somente adaptação dos seres vivos, mas integração, auto-organização e transcendência. A totalidade de um sistema organizado não é somente a somatória das partes que o compõem, mas resulta da interação e interdependência de suas partes.

Outro aspecto importante desse sistema é que os seres vivos transcendem sua condição pela criatividade, ou seja, eles criam condições de vida. A diferença básica entre um organismo do ponto de vista mecanicista e na perspecti­va sistêmica é o fato de que naquela visão, os componentes fazem parte de um conjunto em uma relação fixa de sua di­nâmica, ao passo que no entendimento sistêmico as partes evoluem e possuem uma plasticidade.

Esses organismos, nesta visão, são orientados para seus processos internos e se inter-relacionam com outros processos externos de maneira cooperativa. Além disso, os componentes podem variar em suas formas, dentro de certos limites. O aspecto transcendental desse tipo de organização dos seres vivos é de suma importância, na medida em que seus elementos ou componentes internos possuem certa independência em relação ao meio ambiente e conseguem se auto-organizar.

Por Dentro da Teoria dos Sistemas

O próprio sistema onde está inserido é que determina essa dinâmica reguladora e não o meio ambiente. Na antiga visão da ciência mecanicista aplicada na biologia, por exemplo, há um determinismo imposto pelo meio ambiente e pela hereditariedade de suas características.

Todos nós sabemos, intuitivamente, como distinguir um sistema vivo de um artificial. A classificação que usamos normalmente para identificar um organismo vivo se baseia quase sempre nas questões de reprodução, inteligência, autorrestauração e perpetuação. Desta forma, um sistema não vivo, ou artificial, seria aquele em que seus componentes devem ter seus processos e sua organização mantidas por meios externos ao seu controle.

A Evolução da Tecnologia

Essa interação artificial possibilita uma reestru­turação da dinâmica de um sistema, já que a vida não está confinada em sua estrutura, como é o caso de uma máquina em que seus componentes são fixos e foram criados para determinadas funções isoladas. Componen­tes de uma máquina não possuem a capacidade de se autoconsertarem ou autorregularem, o que já não se dá com os organismos vivos.

Nessa visão, os sistemas não vivos seriam como um conjunto fechado ou uma máquina, que possuem funções tais que funcionam mediante o relacionamento entre os seus elementos básicos e que possuem uma existência independente. Já na visão sistêmica, um organismo vivo, expressa sua realidade pela rede de conexões que estabelece com todos os demais componentes de seu meio ambiente.

Com o avanço da cibernética, entretanto, a ciência promete construir robôs androides cujas capacidades de processamento eletrônico devem superar as capacidades humanas. Nesse caso, a classificação e a distinção entre seres vivos e artificiais deverão ser mais difíceis de serem descritas. Todavia, como veremos adiante, a noção de inte­ligência artificial da qual falam essas ciências, não se aplica totalmente a um ser humano.

Talvez pudéssemos fazer uma abstração dessa realida­de e entender a relação entre nossa consciência coletiva e as empresas, como um sistema vivo, como um organismo e assim a conexão entre vários indivíduos faria parte de uma rede de processos empresariais.