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2ª Lei da Aprendizagem – Nunca se Sabe Quando se Dará o Aprendizado

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A. And I. Kruk/Shutterstock Quando estamos dispostos, é possível aprender a qualquer hora e em qualquer lugar!

Sete e meia da manhã, da segunda-feira e começaremos a aprender. Aprenderemos até o meio-dia. Nas quartas e sextas-feiras aprenderemos também à tarde, na quadra da escola ou na sala 8.

Não consigo me apegar à rotina. Nunca consegui! Nos últimos anos, depois de me tornar Master Coach; fiquei inebriado pela possibilidade de quebrar paradigmas e distorcer o tempo. O convencional me desestimula. Gosto de pessoas que pensam um pouco “fora da casinha”, como dizem.

Todo esse ritual do aprender apenas reforça a ideia de que há hora e lugar para que o saber seja “depositado” em nossas mentes. Claro que há as práticas familiares, como as historinhas antes de dormir, o entardecer no colo do avô etc. Mas é preciso quebrar a crença de que a formalização é a única – ou a melhor – via para o aprendizado.

Aprendizado, Sabedoria e Conhecimento!

A imagem do homem sábio povoa o nosso imaginário e o de outras tantas culturas. Na minha mente, penso no velho de barba branca sentado na varanda de uma casa em meio a um grande bosque. Ele fuma cachimbo ou um cigarro rústico. Olha o horizonte, ouve atentamente os ruídos e só volta a perceber o tempo quando o sol começa a cair e as vistas carecem de esforço dobrado.

Raramente pensaríamos; como figura de sabedoria, em um jovem. A velhice instaura o peso do tempo e da experiência. A varanda, o bosque, o olhar para o horizonte nos remetem à sensação de reflexão. Refletir é parte importante do saber, pois não há saber que venha sem reflexão, que é incrementada pelos tragos do cigarro.

A perda da noção de tempo é o que chamamos no Coaching de Flow. Um estado de atenção focada que nos coloca dentro de uma percepção de tempo que destoa da cronológica.

Esse tempo em que aparentemente não estamos “fazendo nada” é um excelente tempo de conhecimento. Quando digo não fazer nada, não ler um livro ou ouvir música, é literalmente não fazer nada.

É uma forma não estruturada de meditação. Um momento que pode, para os olhares menos sábios, ser uma forma de “matar o tempo”, uma situação improdutiva, mas – Quantas coisas não pensamos! Quantos insights não são gerados quando não fazemos nada!

Mesmo em coisas banais como as novelas da TV, as músicas que tocam nas rádios menos populares, os seriados de diversos temas, os vídeos e charges que viralizam na internet. Tudo pode ser objeto de saber, se o momento e a forma com que nos relacionamos com eles propiciam o aprendizado.

Já que nunca se sabe quando se dará um momento de aprendizado, a única coisa que nos resta é estarmos abertos, ininterruptamente, para acolher os novos conhecimentos que chegam até nós. Desdenhar de um fato, uma notícia, é negligenciar o aprendizado e abraçar as implicações da ignorância.

No clássico de Carlos Brandão –  “O que é Educação?”, há uma carta que tomo a liberdade de reproduzir aqui para que você entenda que não há momento específico, lugar específico, forma e conteúdos predeterminados ou, sequer, há fases da vida que justifiquem começar e terminar o aprendizado.

“Há muitos anos nos Estados Unidos, Virgínia e Maryland assinaram um tratado de paz com os índios das Seis Nações. Ora, como as promessas e os símbolos da educação sempre foram muito adequados a momentos solenes como aquele, logo depois os seus governantes mandaram cartas aos índios para que enviassem alguns de seus jovens às escolas dos brancos. Os chefes responderam agradecendo e recusando. A carta acabou conhecida porque alguns anos mais tarde Benjamin Franklin adotou o costume de divulgá-la aqui e ali.“

Eis o trecho que nos interessa:‘… Nós estamos convencidos, portanto, que os senhores desejam o bem para nós e agradecemos de todo o coração. Mas aqueles que são sábios reconhecem que diferentes nações têm concepções diferentes das coisas e, sendo assim, os senhores não ficarão ofendidos ao saber que a vossa ideia de educação não é a mesma que a nossa…. Muitos dos nossos bravos guerreiros foram formados nas escolas do Norte e aprenderam toda a vossa ciência. Mas, quando eles voltavam para nós, eles eram maus corredores, ignorantes da vida da floresta e incapazes de suportarem o frio e a fome. Não sabiam como caçar o veado, matar o inimigo e construir uma cabana, e falavam a nossa língua muito mal. Eles eram, portanto, totalmente inúteis. Não serviam como guerreiros, como caçadores ou como conselheiros. Ficamos extremamente agradecidos pela vossa oferta e, embora não possamos aceitá-la, para mostrar a nossa gratidão oferecemos aos nobres senhores de Virgínia que nos enviem alguns dos seus jovens, que lhes ensinaremos tudo o que sabemos e faremos, deles, homens.’”

E você, está pronto para aprender? Comente abaixo!

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